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13 tipos de vitaminas: benefícios e para que servem

Brenda de Oliveira Cordeiro

As vitaminas participam de processos essenciais como produção de energia, formação do sangue, imunidade, visão, metabolismo, saúde óssea e funcionamento do sistema nervoso. Ao todo, são reconhecidas 13 vitaminas essenciais, divididas em dois grupos: hidrossolúveis e lipossolúveis.

Na prática, conhecer os tipos de vitamina, suas funções e os principais sinais de deficiência ajuda a entender por que alimentação variada, avaliação clínica e suplementação bem orientada fazem diferença. A seguir, veja para que serve cada vitamina e por que elas são tão importantes para o organismo.

Vitaminas hidrossolúveis

As vitaminas hidrossolúveis incluem toda a família do complexo B e a vitamina C. Por se dissolverem em água, o organismo armazena quantidades limitadas dessas substâncias e elimina o excesso pela urina. Isso significa que a reposição diária é essencial para manter o equilíbrio nutricional.

Vitamina B1

A vitamina B1, também chamada de tiamina, tem papel central no metabolismo energético. Em outras palavras, ela ajuda o corpo a transformar os alimentos em energia, além do bom funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Quando está em falta, podem surgir sinais como cansaço, fraqueza, irritação e dificuldade de concentração.

Vitamina B2

A vitamina B2, ou riboflavina, participa da produção de energia e ajuda na manutenção da pele, dos olhos e de algumas funções celulares importantes.

A deficiência pode estar relacionada a rachaduras nos cantos da boca, sensibilidade nos olhos e alterações na pele.

Vitamina B3

A vitamina B3, ou niacina, ajuda a converter os alimentos em energia e é importante para o desenvolvimento e o funcionamento celular. Por isso, ela participa de vários processos metabólicos do dia a dia.

Quando a ingestão é inadequada, podem surgir sintomas como fraqueza, irritação e alterações na pele.

Vitamina B5

Vitamina B5 (ácido pantotênico) participa da produção de hormônios, incluindo os relacionados ao estresse (como o cortisol) e ao colesterol. Além disso, auxilia na cicatrização de feridas, reduz o estresse, melhora o humor, fortalece o sistema imunológico e pode contribuir para a melhora da qualidade do sono e do bem-estar geral. 

Vitamina B6

A vitamina B6 (piridoxina) participa de mais de 100 reações enzimáticas no organismo. Ela está envolvida na formação de neurotransmissores, no desenvolvimento cerebral, especialmente em fases iniciais da vida, e também na função imunológica e do uso adequado das proteínas.

Quando está baixa, pode haver cansaço, irritabilidade e maior sensibilidade no organismo.

Vitamina B7

Popularmente associada à saúde de cabelos e unhas, por aumentar a produção de queratina, a biotina tem uma função biológica muito ampla: cofatora de enzimas essenciais para a produção de energia e atua no metabolismo da glicose.

Sem quantidades adequadas de B7, esses processos metabólicos básicos ficam comprometidos. A deficiência, embora incomum, pode causar queda de cabelo, dermatite e fadiga.

Vitamina B9

A vitamina B9 é o folato, também conhecido em algumas formas como ácido fólico. Ela é essencial para síntese de DNA, formação celular e divisão celular. Durante a gestação, sua importância aumenta porque o folato é crítico para o desenvolvimento embrionário e fetal, especialmente nas primeiras semanas.

Vitamina B12

Vitamina B12, cobalamina, mantém a saúde das células nervosas e dos glóbulos vermelhos, além de participar da manutenção da energia e disposição. Sua deficiência pode causar anemia megaloblástica, fadiga intensa e danos neurológicos, quadros que, em casos avançados, podem ser irreversíveis.

A deficiência de B12 pode causar cansaço, fraqueza, formigamento, dificuldade de memória e alterações de humor. Vegetarianos, veganos, idosos e pessoas com dificuldade de absorção precisam de atenção especial.

Mulher feliz

Vitamina C

A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é importante para a imunidade, a formação de colágeno e a absorção de ferro. Atua como antioxidante, ajudando a proteger as células contra danos, e também contribui para a integridade da pele, dos vasos sanguíneos, das gengivas e para uma boa cicatrização. 

Sua deficiência pode comprometer a resposta imune e, em casos mais avançados, provocar sangramento gengival, piora da cicatrização e maior fragilidade dos tecidos. 

Vitaminas lipossolúveis

As vitaminas lipossolúveis são as vitaminas A, D, E e K. Elas dependem da presença de gordura para serem absorvidas e, em geral, são mais armazenadas no organismo do que as vitaminas hidrossolúveis. Por isso, quando formuladas em base oleosa, apresentam melhor aproveitamento pelo organismo

Vitamina A

A vitamina A é conhecida por seu papel na visão, mas não é só isso. Ela também ajuda na saúde da pele, das mucosas e do sistema imunológico.

Quando há deficiência, podem surgir dificuldades de adaptação no escuro, pele mais ressecada e maior vulnerabilidade a infecções.

 

Vitamina D

A vitamina D é importante para a saúde dos ossos, músculos e imunidade, pois ajuda na absorção de cálcio e fósforo, nutrientes importantes para saúde óssea. Ela pode ser produzida na pele a partir da exposição solar, embora esse processo varie conforme idade, pele, local e estilo de vida. 

Níveis baixos podem estar ligados a fraqueza muscular e prejuízos à saúde óssea. Se quiser saber mais sobre vitamina D, confira o artigo [inserir link]. 

Vitamina E

A vitamina E atua principalmente como antioxidante, ajudando a proteger as células contra danos causados pelo excesso de radicais livres. Também participa da resposta imune e de funções celulares importantes.

Vitamina K

A vitamina K é essencial para a coagulação sanguínea, ou seja, sem ela o corpo tem mais dificuldade para controlar sangramentos. Ela participa da saúde óssea

Em pessoas que usam anticoagulantes como a varfarina, a ingestão dessa vitamina deve ser acompanhada com mais atenção para evitar interferências no tratamento.

Qual a importância do consumo de diferentes tipos de vitaminas?

As funções das vitaminas são complementares. Nenhuma vitamina substitui a outra. Enquanto algumas participam mais da produção de energia, outras atuam na visão, na síntese de DNA, na coagulação, na proteção antioxidante ou na formação e manutenção dos tecidos. Por isso, falar em saúde nutricional não é apenas “tomar uma vitamina”, mas garantir variedade suficiente para que o organismo funcione de forma integrada.

Isso também explica por que uma alimentação variada continua sendo a base. Frutas, verduras, legumes, grãos, proteínas e alimentos minimamente processados oferecem combinações de micronutrientes que trabalham em conjunto.  Além disso, alimentos fortificados e suplementos podem contribuir.

Como saber se estou com deficiência de vitaminas?

A deficiência de vitaminas nem sempre aparece de forma óbvia. Em muitos casos, os sinais são inespecíficos e podem incluir:

  • cansaço, fraqueza
  • alteração de humor
  • piora da memória
  • formigamentos
  • mudanças na pele e mucosas
  • infecções frequentes
  • sangramento gengival
  • cicatrização lenta
  • dor óssea
  • queda de desempenho físico

O ponto importante é que sintomas parecidos podem ter várias causas, então não vale tirar conclusões sozinho.

Alguns grupos merecem atenção especial, como idosos, gestantes, pessoas com baixa exposição solar, indivíduos com doenças intestinais ou outras condições que reduzem a absorção de gordura, pacientes bariátricos, pessoas com obesidade e quem consome poucos ou nenhum alimento de origem animal, especialmente em relação à vitamina B12. Certos medicamentos também podem influenciar o estado nutricional.

Por isso, a melhor forma de investigar é unir três pontos: sintomas, alimentação e avaliação profissional. Em alguns casos, exames laboratoriais ajudam bastante, mas eles devem ser interpretados dentro do contexto clínico, e não de forma isolada.

Faça a suplementação de vitaminas com orientação profissional

A suplementação pode ser uma estratégia útil quando há deficiência confirmada, ingestão insuficiente, maior demanda ou risco aumentado em fases específicas da vida. Gestação, envelhecimento, restrições alimentares, síndromes de má absorção, dietas restritivas e alguns quadros metabólicos são exemplos em que a suplementação faz sentido.

Por isso, antes de iniciar o uso, é essencial contar com a orientação de um profissional de saúde para avaliar a real necessidade e ajustar a dose de forma individualizada.

 

Referências bibliográficas

  • ANDRÈS, E. et al. Fat-Soluble Vitamins A, D, E, and K: Review of the Literature and Points of Interest for the Clinician. Journal of clinical medicine, v. 13, n. 13, p. 3641–3641, 21 jun. 2024.
  • ALBERTS, A. et al. Vitamin C: A Comprehensive Review of Its Role in Health, Disease Prevention, and Therapeutic Potential. Molecules, v. 30, n. 3, p. 748–748, 6 fev. 2025.
  • ‌HANNA, M. et al. B Vitamins: Functions and Uses in Medicine. The Permanente Journal, v. 26, n. 2, p. 89–97, jun. 2022.

 

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