Conteúdo por Adriana Zanardo • Revisão técnica por Brenda Cordeiro
EAA é a sigla usada para aminoácidos essenciais.
A sigla aparece com frequência em rótulos, academias e conteúdos esportivos. No entanto, nem sempre com uma explicação clara do que representa.
A seguir, veja o que significa EAA, para que serve um suplemento EAA, quais aminoácidos fazem parte do conjunto e qual a diferença em relação ao BCAA.
O que significa EAA?
EAA vem de Essential Amino Acids, expressão em inglês para aminoácidos essenciais.
Na prática, são aminoácidos que o organismo não produz em quantidade suficiente e, por isso, precisam vir de fontes externas.
A sigla aparece com frequência em suplementos dessa categoria. Ainda assim, encontrar ‘EAA’ no rótulo não significa que todas as fórmulas tenham a mesma composição.
EAA e aminoácidos essenciais são a mesma coisa?
Sim. EAA é apenas a forma abreviada, em inglês, de aminoácidos essenciais.
Portanto, um ‘suplemento EAA’ e um ‘suplemento de aminoácidos essenciais’ pertencem à mesma categoria. Dessa forma, a diferença está mais no termo usado no rótulo do que no conceito nutricional.
Para entender a base do conceito, veja o que são aminoácidos essenciais.
Para que serve um suplemento EAA?
Um suplemento EAA fornece aminoácidos essenciais diretamente, em geral em forma livre.
Assim, sua proposta é ampliar a oferta desses aminoácidos. Além disso, eles participam da formação e renovação de proteínas.
De forma geral, um suplemento EAA pode:
- fornecer os aminoácidos essenciais em uma oferta concentrada;
- disponibilizar esses aminoácidos de forma mais direta, quando em forma livre;
- complementar a estratégia nutricional quando a alimentação não garante oferta adequada.
Nesse contexto, a suplementação pode ser considerada quando a alimentação não garante oferta adequada ou quando essa forma de fornecimento se encaixa melhor na estratégia nutricional.
Quais aminoácidos fazem parte dos EAAs?
Os aminoácidos essenciais são: histidina, leucina, isoleucina, valina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina e triptofano.
Além de participarem da formação de proteínas, cada aminoácido essencial também pode exercer funções específicas. Nesse contexto, a tabela abaixo resume os principais papéis associados a cada um deles.
Aminoácido essencial | Papel no organismo |
Leucina | Integra os BCAAs e atua na sinalização relacionada à síntese proteica muscular. |
Isoleucina | Integra os BCAAs e participa do metabolismo muscular e energético. |
Valina | Integra os BCAAs e participa do metabolismo muscular e energético. |
Lisina | Compõe proteínas e participa de diferentes processos metabólicos. |
Metionina | Aminoácido sulfurado envolvido na síntese proteica e na formação de outros compostos. |
Fenilalanina | Compõe proteínas e pode dar origem à tirosina. |
Treonina | Faz parte da composição de diferentes proteínas e estruturas do organismo. |
Triptofano | Compõe proteínas e atua como precursor de moléculas como serotonina e melatonina. |
Histidina | Compõe proteínas e participa da formação de moléculas como a histamina, além de integrar diferentes processos metabólicos. |
EAA é o mesmo que BCAA?
Não. Os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) representam apenas parte do conjunto de aminoácidos essenciais.
Nesse grupo, leucina, isoleucina e valina correspondem aos BCAAs, os aminoácidos de cadeia ramificada.
Em outras palavras, todo BCAA é um aminoácido essencial, mas nem todo aminoácido essencial é um BCAA.
Característica | EAA | BCAA |
| O que significa | Aminoácidos essenciais | Aminoácidos de cadeia ramificada |
| Quais são | Histidina, leucina, isoleucina, valina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina e triptofano | Leucina, isoleucina e valina |
| Relação entre os grupos | Reúne os aminoácidos que o organismo precisa obter por fontes externas | Corresponde a um subgrupo dos EAAs |
Para aprofundar essa comparação, veja a diferença entre EAA e BCAA.
Qual a relação entre EAA e síntese proteica?
Uma das principais funções dos aminoácidos essenciais está na síntese proteica, o processo de formação de novas proteínas.
Para que a síntese proteica aconteça, o organismo precisa dos aminoácidos necessários disponíveis, em quantidades e proporções adequadas.
A leucina, por exemplo, participa da sinalização que estimula a síntese proteica muscular. No entanto, esse estímulo não fornece sozinho todos os componentes necessários para formar uma nova proteína.
Por isso, considerar o conjunto de aminoácidos necessários à síntese é mais adequado do que avaliar apenas leucina ou BCAA isoladamente.
Como avaliar um suplemento EAA?
Encontrar “EAA” no rótulo não basta, já que as fórmulas podem variar bastante. Ao avaliar um suplemento, vale observar:
- quais aminoácidos estão presentes;
- em quais quantidades;
- em que proporções aparecem;
- a forma de apresentação (forma livre ou como parte de uma proteína);
- os demais ingredientes da fórmula.
Como o AMINNU® se relaciona aos EAAs?
AMINNU® é um suplemento de aminoácidos essenciais da Central Nutrition, formulado com leucina, valina, isoleucina, lisina, fenilalanina, treonina, metionina e triptofano.
Nesse caso, a formulação reúne oito aminoácidos essenciais em forma livre e em proporções definidas, o que favorece a disponibilidade conjunta dos componentes usados na síntese de novas proteínas.
O perfil de aminoácidos correspondente ao utilizado no AMINNU® foi avaliado em um estudo clínico que analisou seu aproveitamento por meio da utilização líquida de nitrogênio (NNU).
Nas condições do estudo, a combinação apresentou NNU próxima de 99%. Assim, o resultado indica elevado aproveitamento do perfil estudado e baixa perda nitrogenada.
Perguntas frequentes sobre EAA
O que significa EAA?
EAA vem de Essential Amino Acids, expressão em inglês para aminoácidos essenciais. Portanto, a sigla se refere a esse grupo de aminoácidos.
EAA e aminoácidos essenciais são a mesma coisa?
Sim. EAA é apenas a abreviação em inglês de aminoácidos essenciais. Assim, os dois termos se referem ao mesmo grupo.
Para que serve um suplemento EAA?
Ele fornece aminoácidos essenciais diretamente. Dessa forma, pode complementar a oferta desses componentes envolvidos na formação e renovação de proteínas.
Quais aminoácidos fazem parte dos EAAs?
Histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina. Entre eles, leucina, isoleucina e valina são BCAAs.
EAA é o mesmo que BCAA?
Não. Os BCAAs reúnem apenas leucina, isoleucina e valina. Em outras palavras, todo BCAA é EAA, mas nem todo EAA é BCAA.
EAA participa da síntese proteica?
Sim. Os aminoácidos essenciais fornecem componentes necessários à formação de novas proteínas. Por isso, sua disponibilidade participa do processo de síntese proteica.
Todo suplemento EAA tem a mesma composição?
Não. Embora pertençam à mesma categoria, as fórmulas podem variar quanto aos aminoácidos presentes, quantidades, proporções e demais ingredientes.
EAA é proteína?
Não. Proteínas são estruturas formadas por cadeias de aminoácidos. Já os EAAs correspondem aos aminoácidos essenciais que participam dessas estruturas.
EAA e aminoácidos em forma livre são a mesma coisa?
Não necessariamente. EAA identifica o grupo de aminoácidos essenciais. Por outro lado, “forma livre” descreve como esses aminoácidos aparecem na formulação.
EAA precisa passar pela digestão de uma proteína?
Quando está em forma livre, não. Nesse caso, os aminoácidos já estão individualizados e não dependem da quebra prévia de uma proteína intacta.
O que avaliar em um suplemento EAA?
Além de identificar a sigla EAA, vale observar quais aminoácidos estão presentes, suas quantidades, proporções, forma de apresentação e demais ingredientes.
Referências bibliográficas
Church DD, Hirsch KR, Park S, Kim IY, Gwin JA, Pasiakos SM, Wolfe RR, Ferrando AA. Essential Amino Acids and Protein Synthesis: Insights into Maximizing the Muscle and Whole-Body Response to Feeding. Nutrients. 2020;12(12):3717. doi: 10.3390/nu12123717. PMID: 33276485.
Ferrando AA, Wolfe RR, Hirsch KR, et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: Effects of essential amino acid supplementation on exercise and performance. J Int Soc Sports Nutr. 2023;20(1):2263409. doi: 10.1080/15502783.2023.2263409. PMID: 37800468.
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